Irmandade de Baco 04 | Minas Gerais

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Irmandade de Baco 04 | Minas Gerais

Vinhos de Minas Gerais na primeira confraria da nova sede da Vinteria

29 de agosto de 2026 · Vinteria Adega · Santa Lúcia, Belo Horizonte

A Irmandade de Baco é uma confraria formada por uma turma fechada de amigos que se reúne há mais de dez anos em torno do vinho.

Ao longo dessa trajetória, a Irmandade construiu seu próprio repertório de encontros, garrafas, descobertas e discussões à mesa. Na Vinteria, essa história já chegou ao quarto encontro.

Por isso, esta edição fica registrada como:

Irmandade de Baco 04

A noite teve ainda um significado especial para nós: foi a primeira confraria realizada na nova sede da Vinteria Adega, em Santa Lúcia.

Para o encontro, a Irmandade reservou o espaço exclusivamente para a turma e escolheu como tema uma das transformações mais interessantes do vinho brasileiro contemporâneo:

Vinhos de Minas Gerais

A proposta era conhecer diferentes produtores, estilos e interpretações da vitivinicultura mineira e, ao final, colocar algumas das principais expressões de Syrah da noite lado a lado para uma avaliação conjunta.


A Irmandade de Baco

Participaram do encontro:

  • Dennyson Porto
  • Luiz Claudio Moreira
  • Leonardo Figueiredo
  • Fernando Roquette
  • Paulo Roberto Andrade
  • Deiler Celio
  • Jose Mauricio Resende
  • Paulo Marcio Simoes
  • Adriano Almeida
  • Pedro Veloso

Era uma mesa entre amigos que já compartilham vinho há muitos anos.

Antes do início oficial, a turma se reuniu, conversou e retomou naturalmente a dinâmica construída ao longo de mais de uma década de confrarias.

Às 20h, começamos a experiência.


Antes das taças, Minas Gerais

A degustação foi acompanhada por um conteúdo digital desenvolvido pela Vinteria especialmente para a noite.

Antes de analisar os rótulos, percorremos alguns dos elementos fundamentais para compreender a atual produção de vinhos em Minas Gerais.

Falamos sobre a dupla poda, a colheita de inverno e a mudança no calendário produtivo da videira, que permitiu deslocar parte importante da maturação das uvas para meses de menor precipitação.

Também abordamos o trabalho relacionado a Murillo de Albuquerque Regina e aos pioneiros da nova viticultura mineira, além de temas como:

  • altitude
  • amplitude térmica
  • solos
  • clima
  • ciclo produtivo
  • vinificação
  • maturação

e a influência dessas variáveis sobre o estilo final de cada vinho.

A conversa também passou pelas variedades que vêm ocupando posições importantes nos projetos locais.

A Syrah teve naturalmente grande destaque, mas a seleção da noite mostrou também diferentes interpretações de Chardonnay, Sauvignon Blanc e Chenin Blanc.

Mais do que apresentar Minas como um único terroir ou um único estilo, o objetivo era justamente mostrar sua diversidade.


Os vinhos da noite

A sequência foi organizada de maneira progressiva, começando pelo espumante, avançando pelos brancos e rosé e chegando aos tintos.

Foram degustados:

  1. Espumante Carvalho Branco Nature — não safrado
  2. Primeira Estrada Chardonnay 2025
  3. Roserá Chenin Blanc 2024
  4. Mar de Morros Sauvignon Blanc 2025
  5. Davo Chardonnay 2024
  6. Davo Syrah Rosé 2023
  7. Davo Syrah 2023
  8. Maria Maria Hera Gran Reserva Syrah 2022
  9. Íngreme Syrah 2022
  10. Primeira Estrada Gran Reserva Syrah 2022
  11. Bárbara Eliodora Gran Reserva 205 Syrah 2020

A progressão permitiu acompanhar estilos bastante distintos antes de chegarmos à etapa comparativa que encerrou a degustação:

Cinco diferentes interpretações da Syrah.


A mesa

Os vinhos foram acompanhados durante toda a noite por uma seleção de queijos, charcutaria e geleias.

Entre os queijos:

  • Camembert
  • Brie
  • Parmesão
  • e diferentes apresentações de Parmesão.

Na charcutaria:

  • Presunto de Parma
  • Salame Milano
  • Copa

A mesa foi complementada por uma seleção de geleias variadas.

A proposta não foi estabelecer uma harmonização rígida para cada garrafa.

Os acompanhamentos permaneceram disponíveis durante a degustação para que cada participante pudesse testar diferentes combinações e observar como gordura, sal, textura e dulçor modificavam a percepção dos vinhos.


Como os vinhos foram avaliados

Na etapa final da noite, os cinco Syrah foram colocados em uma avaliação comparativa.

Para padronizar as notas, estabelecemos alguns critérios comuns.

Cada vinho deveria ser compreendido considerando:

  • casta
  • safra e colheita
  • proposta
  • estilo
  • produtor
  • vinificação
  • maturação

e sua capacidade de entregar aquilo que se propunha.

Esse ponto foi especialmente importante.

A intenção não era premiar automaticamente o vinho mais concentrado, mais alcoólico ou com maior presença de madeira.

Um vinho jovem e direto pode cumprir perfeitamente sua proposta, assim como um Gran Reserva pode buscar estrutura, complexidade e evolução.

A avaliação procurou respeitar essas diferenças.


Resultado da Avaliação 

As notas individuais dos dez participantes foram consolidadas em uma média final.

Posição Vinho Média
1º Bárbara Eliodora Gran Reserva 205 Syrah 2020 8,95
2º Primeira Estrada Gran Reserva Syrah 2022 8,80
3º Íngreme Syrah 2022 8,75
4º Maria Maria Hera Gran Reserva Syrah 2022 8,50
5º Davo Syrah 2023 8,00

A diferença entre os três primeiros foi mínima.

Do primeiro ao terceiro colocado houve apenas 0,20 ponto de diferença.

Mais do que estabelecer uma hierarquia definitiva, o resultado mostrou o equilíbrio da seleção e, principalmente, como propostas diferentes encontraram preferências distintas dentro da mesa.


1º lugar

Bárbara Eliodora Gran Reserva 205 Syrah 2020

8,95

O Bárbara Eliodora Gran Reserva 205 terminou a noite com a maior média da Irmandade.

As notas individuais ficaram entre 8,0 e 10,0, incluindo uma avaliação máxima.

Foi também o último vinho servido, encerrando uma sequência construída para avançar gradualmente em direção a estilos de maior estrutura e desenvolvimento.


2º lugar

Primeira Estrada Gran Reserva Syrah 2022

8,80

Apenas 0,15 ponto separou o Primeira Estrada do primeiro colocado.

O vinho também recebeu uma avaliação máxima de 10,0 e manteve grande parte das notas individuais entre 8 e 9 pontos.

Sua presença trouxe ainda uma conexão direta com parte da história apresentada no conteúdo introdutório sobre a evolução dos Vinhos de Inverno em Minas Gerais.


3º lugar

Íngreme Syrah 2022

8,75

O Íngreme terminou apenas 0,05 ponto abaixo do Primeira Estrada.

Também recebeu uma nota 10,0, evidenciando uma característica interessante das degustações coletivas: a média final conta uma história, mas não substitui as preferências individuais.

Para alguns participantes, um vinho pode ser a grande expressão da noite mesmo sem terminar na primeira posição geral.


4º lugar

Maria Maria Hera Gran Reserva Syrah 2022

8,50

O Hera manteve avaliações consistentes e terminou a bateria com média de 8,50.

Sua presença foi especialmente importante para a comparação entre diferentes interpretações de Syrah produzidas em Minas Gerais.

Mesmo trabalhando a mesma variedade e propostas que em determinados pontos podem parecer semelhantes, os resultados sensoriais mostraram diferenças claras.


5º lugar

Davo Syrah 2023

8,00

O Davo apresentou uma leitura diferente dentro da bateria.

Inserido em uma sequência com vinhos de maior estrutura e diferentes propostas de maturação, trouxe contraste ao conjunto e ajudou a ampliar a discussão sobre o quanto uma mesma variedade pode assumir estilos distintos.

A posição final não deve ser interpretada isoladamente como uma classificação absoluta de qualidade.

A própria metodologia da noite procurou analisar cada rótulo dentro da proposta apresentada na taça.


Uma Syrah, muitas possibilidades

Foi na comparação dos cinco tintos que surgiu a principal conclusão da noite.

A uva era a mesma.

As origens, em vários casos, estavam relativamente próximas.

Alguns vinhos também apresentavam pontos em comum em suas escolhas de elaboração e maturação.

Mesmo assim, as diferenças eram evidentes.

Mudavam os aromas.

Mudava a expressão da fruta.

Mudavam especiarias, textura, taninos, intensidade e presença da madeira.

Alguns vinhos mostravam uma interpretação mais imediata da Syrah.

Outros priorizavam estrutura e evolução.

E mesmo entre os rótulos de maior maturação, as personalidades continuavam distintas.


Minas Gerais não precisa de uma única identidade

Uma das conclusões mais interessantes da Irmandade de Baco 04 foi perceber que a evolução dos vinhos mineiros não está necessariamente ligada à criação de um estilo único.

É justamente a diversidade que começa a chamar atenção.

Uma mesma variedade pode responder de maneiras diferentes ao lugar, à safra, ao momento da colheita e às decisões tomadas dentro da vinícola.

Madeira, extração, maturação e tempo de garrafa são ferramentas.

Não precisam ser utilizadas da mesma maneira por todos os produtores.

À medida que diferentes casas encontram suas próprias interpretações, a vitivinicultura mineira se torna mais complexa — e também mais interessante.

A Syrah continua sendo uma das grandes protagonistas desse processo.

Mas a noite também mostrou que Chardonnay, Sauvignon Blanc, Chenin Blanc e diferentes estilos de espumantes e rosés ampliam consideravelmente o repertório regional.


Irmandade de Baco + Vinteria

Este foi o quarto encontro da Irmandade de Baco realizado com a Vinteria.

Para uma confraria que já atravessa mais de uma década de amizade e vinho, cada nova noite se soma a um repertório muito maior do que uma única degustação.

Existem as comparações com encontros anteriores.

As garrafas que surpreenderam.

As divergências de opinião.

As preferências pessoais.

E, principalmente, a continuidade de uma turma que segue encontrando no vinho um motivo para continuar reunida ao redor da mesma mesa.

A Irmandade de Baco 04 teve ainda um significado particular para a Vinteria: foi a primeira confraria recebida na nossa nova sede em Santa Lúcia.

Um novo espaço começando sua própria história justamente com uma turma que já possui uma longa história ao redor do vinho.


Sua confraria na Vinteria

A sede da Vinteria Adega, no Santa Lúcia, recebe confrarias privadas e grupos fechados em um espaço preparado para degustações, encontros e experiências em torno do vinho.

A estrutura reúne mesa de degustação, taças, serviço, apoio à seleção e sequência dos vinhos, conteúdo digital para apresentação e opções de queijos, charcutaria e harmonizações, permitindo que cada encontro seja organizado de acordo com o tema e o perfil da turma.

As confrarias são realizadas mediante reserva, com o espaço destinado ao grupo durante a experiência e planejamento prévio da seleção, do serviço e do formato da degustação.

Reúna sua confraria. Escolha o tema. Reserve uma noite na Vinteria.

Vinteria Adega · Santa Lúcia · Belo Horizonte

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