Patagônia
Patagônia
San Patricio del Chañar
Tikal
A autoridade técnica da Patagônia reside no seu isolamento e no rigor climático. Diferente de Mendoza, onde a altitude compensa a latitude, na Patagônia o segredo é a localização austral. A região é marcada por ventos constantes e intensos que atuam como um agente sanitário natural, impedindo a proliferação de fungos e resultando em uvas de casca mais grossa e cores profundas. Em termos técnicos, essa "luta" da videira contra o vento concentra os polifenóis e preserva uma acidez málica vibrante, algo raro em regiões mais quentes.
O Rio Negro e o Rio Neuquén são as artérias de vida deste deserto. Em Río Negro, encontramos vinhas de Pinot Noir e Merlot plantadas no início do século XX, que entregam uma complexidade terrosa e sedosa comparável aos grandes vinhos da Borgonha e Pomerol. Já em Neuquén, o projeto de San Patricio del Chañar trouxe a modernidade tecnológica, focando em Malbecs que, em vez da compota, oferecem notas de violetas e especiarias frescas. A fronteira se moveu ainda mais para o sul, em Chubut, onde a viticultura extrema produz brancos de uma tensão mineral cortante.
Na Vinteria, selecionamos os vinhos da Patagônia para quem busca a "outra Argentina". Do Pinot Noir de vinhedos orgânicos aos blends de alta gama que estagiam em foudres de carvalho, cada garrafa é um fragmento de uma paisagem vasta e indomável. Degustar um vinho patagônico é sentir o pulso de uma terra onde a natureza dita as regras e o homem apenas traduz o frescor em elegância líquida.
Conteúdo revisado pelo Sommelier Especialista da Vinteria.
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