Coteaux d'Épernay
Pierry
Maison Mandois
A autoridade técnica de Coteaux d'Épernay reside na sua posição de "charneira" geológica. Enquanto o Vale do Marne é dominado por argilas e margas, os Coteaux d'Épernay marcam o início do domínio absoluto do giz do período Campaniano (Cretáceo Superior). Este solo, composto quase inteiramente por Carbonato de Cálcio (CaCO3), possui uma porosidade extraordinária que regula o estresse hídrico das videiras. Em 2026, o destaque técnico da região é o vilarejo de Pierry, onde a presença de sílex sobre o giz confere aos vinhos uma nota de "pedra de isqueiro" e uma estrutura tânica sutil, rara em espumantes brancos.
O microclima é definido pela inclinação e pela drenagem térmica. As encostas (coteaux) funcionam como captadores solares, garantindo que uvas como a Meunier atinjam uma maturação fenólica completa sem perder a acidez málica. Tecnicamente, a proximidade com o rio Marne estabiliza as temperaturas, enquanto a altitude das encostas protege as gemas das geadas precoces. Na adega, a tendência de 2026 é o uso de barricas de carvalho usado para permitir uma micro-oxigenação que arredonda a mineralidade austera do giz, resultando em Champagnes com pressão interna de 6atm que exibem uma cremosidade e uma persistência salina inconfundíveis.
Na Vinteria, selecionamos os Coteaux d'Épernay para o cliente que já conhece os clássicos e agora busca a "assinatura do viticultor". Degustar um vinho desta região é sentir a vibração da terra sob o asfalto da capital do Champagne. É a escolha definitiva para quem valoriza a tensão, a transparência do fruto e a coragem de produtores que transformam cada encosta em uma obra de arte líquida.
Conteúdo revisado pelo Sommelier Especialista da Vinteria.
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